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Prefeito deixa cargo para ser vice na chapa de Paulo Souto

Data: 01/04/2010


Por VÍTOR ROCHA

O prefeito de Guanambi, a 790 km de Salvador, Nilo Coelho (PSDB) se despediu ontem da administração municipal para aderir à candidatura do ex-governador Paulo Souto (DEM) ao Palácio de Ondina.

Com um jantar em sua casa, no centro de Guanambi, Coelho comunicou sua decisão de se desincompatibilizar do cargo hoje, em cerimônia na Câmara, quando completa 67 anos. Ontem, com a presença de Souto, da cúpula tucana do Estado e de deputados, o prefeito promoveu festa em praça pública com show de Fafá de Belém, que, segundo ele, custou R$ 40 mil aos cofres públicos.

Ele repete caminho traçado em 1986, quando deixou a mesma prefeitura para ser vice de Waldir Pires, contra o grupo carlista. A chapa foi vitoriosa e, dois anos depois, com a saída de Waldir para concorrer a vice com Ulisses Guimarães, Coelho assumiu para 22 meses de governo.

Agora deve ocupar o cargo de vice na chapa de Souto.

Com isso, fica ainda aberta a discussão sobre as outras duas vagas ao Senado, a ser definida entre o senador ACM Júnior (DEM), o ex-prefeito de Salvador e presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, e o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM). Eles aguardam a definição do senador César Borges (PR) sobre o apoio à reeleição do governador Jaques Wagner (PT).



Frustração

Em entrevista na sua casa, Nilo Coelho se disse movido pelo "sentimento de frustração" em relação à administração petista no Estado. "Estou vivendo um momento de decepção, mas como sempre fui nacionalista, decidi dar minha contribuição. Me sinto na obrigação de ajudar", discursou o ex-prefeito.

O descontentamento é sempre lembrado por Coelho quando se fala nas suas motivações.

"A Bahia não tem obra para porto, para ferrovia, aeroporto, como tem outros estados do Nordeste. Só tem promessa", criticou, ele, que lembrou o fato de a Bahia sempre ter eleito governadores alinhados com o presidente, demonstrando confiança na vitória de José Serra (PSDB).

Coelho emitiu sua opinião sobre a aproximação entre César Borges e Wagner. "Tem pessoas que tem tomado posições erradas. César tem tido reação do PT e corre o risco de não se eleger caso confirme a aliança". Em crítica à segurança pública do governo, ele soltou essa: "O governador comprou avião para não andar de carro e correr risco. Vai de Ondina para a Governadoria de helicóptero".

Paulo Souto ressaltou a confirmação no Estado da aliança nacional com os tucanos.

"Os dois partidos que estão apoiando o candidato a presidente da República compõem também uma coligação para uma chapa no plano estadual.

Isso é muito importante porque significa uma integração entre um plano nacional e um plano para a Bahia", falou.



Souto aposta na integração local e nacional com os tucanos

O ex-governador Paulo Souto ressaltou a confirmação no Estado da aliança nacional com os tucanos. "Os dois partidos que estão apoiando o candidato a presidente da República compõem também uma coligação para uma chapa no plano estadual. Isso é muito importante porque significa uma integração entre um plano nacional e um plano para a Bahia", falou.

Sobre a formação da chapa, ressaltou não haver disputas entre os partidos e que tem até junho para definir os nomes.

Solto comentou a oficialização da aliança entre Wagner e o ex-governador e conselheiro Otto Alencar e sua negociação com César Borges. "Esse assunto (Otto) já estava resolvido há mais de um ano, de modo que não teve surpresa nenhuma", disse, para completar, sobre Borges.

"Essa definição cabe exclusivamente a César Borges.

Já fizemos nossa parte. Estamos preparados para qualquer decisão".

O presidente do PSDB na Bahia, Antônio Imbassahy, confirmou a "tendência" de Nilo Coelho ser o vice e José Ronaldo ocupar uma das vagas ao Senado. "A nossa intenção é de regionalizar as forças políticas na chapa. E Nilo tem aqui um prestígio muito grande nas regiões sudoeste, oeste e extremo sul.

José Ronaldo cobre a região de Feira de Santana estaria agregando outros 70 municípios", comentou Imbassahy. ACM Neto e ACM Júnior, ambos do DEM, estão em São Paulo e não compareceram ao evento.

Júnior ainda não definiu se será candidato.

Fonte: Jornal Atarde

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