Foto: Agência Atarde

Data: 16/06/2010
Por PATRÍCIA FRANÇA
Vinte minutos de bola rolando no jogo de estreia da Seleção do Brasil contra a Correia do Norte e o comentarista esportivo analisa: - O Brasil está dominando, mas não consegue boa oportunidade de gol.
Aos 43 minutos de jogo e nada do esperado gol da Seleção Canarinho, a constatação melancólica: - O Brasil ainda não achou o caminho.
Terminadooprimeirotempo com placar zero a zero, o comentarista arriscaumasugestãoeumpalpiteaotécnico Dunga.
- Criar oportunidade para os laterais se movimentarem mais e colocar em campo o baiano Daniel Alves e o atacante Nilmar.
Pareceu adivinhar o que se passava na cabeça do treinador.
Ao final do jogo, com a vitória apertada do Brasil, um comentário otimista: - Para primeiro jogo na Copa do Mundo, qualquer vitória serve.
As análises do jogo foram feitas pelo ex-governador Paulo Souto, candidato do DEM a mais um mandato este ano, que, ontem, durante a partida de Brasil e Coreia do Norte, pode reviver o tempo em que foi comentarista esportivo na Rádio Sociedade, e teve a oportunidade de comentar, em 1963, ao lado do radialista Genésio Ramos, a partida em que o Santos, que havia sido derrotado pelo Milan, em Milão, derrotou por 4 a 2 o time italiano, numa partida debaixo de temporal no Maracanã. Souto também trabalhou no jogo de desempate, noqualSantossetornou bicampeão mundial, derrotando o Milan por 1 a 0, novamente no Maracanã.
Clamor Bem distante do clamor das torcidas que lotam os estádios, Paulo Souto – segundo colocado nas pesquisas atrás do governador Jaques Wagner (PT) - assistiu o jogo de estreia do Brasil na Copa em seu apartamento, no Caminho das Árvores, ao lado da mulher, Dona Isabel, do filho caçula, Vitor, da nora Camille e de dois dos cinco netos: os gêmeos Paulo e Valentina, de 3 anos. Em casa de descendente de libanês, claro, não faltou quibe e esfiha. Só falou de política em dois momentos.
Quando comentou o recuo do governo petista na decisão de não divulgar estatísticas sobre violência e ao ser indagado pela repórter.
"Qual a relação entre política e futebol?". "A imprevisibilidade", respondeu convicto.
Fonte: Jornal Atarde