
Data: 04/07/2010
Por Levi Vasconcelos
É consenso entre o empresariado baiano: o Porto de Salvador está atrasado no tempo, tornou-se incapaz de atender à demanda (crescente). Resultado: quem precisa embarcar ou desembarcar produtos procura outras praças e encarece os preços aqui.
Ao que se diz, o porto precisa de quatro berços(ou terminais, pontos de atracação), só tem um. Está prevista a construção de um segundo terminal, mas apesar da Via Portuária estar em construção justamente para dar suporte à ampliação, tudo indica que a defasagem ainda vai demorar muito.
No início do mês, o ministro dos Portos, Pedro Brito, reuniu-se na Federação das Indústrias com o empresariado baiano. Prometeu que a licitação seria feita imediatamente.
No meio de junho, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)publicou 'Nota Técnica' com a suposta solução.
A nota sugere a licitação de novo terminal para dentro de 36 meses. Até lá, o Tecon, a empresa que explora o terminal hoje, teria um aditivo contratual que a permitiria fazer uma ampliação já no atual, uma meia sola.
Segundo empresários, se assinado agora, o aditivo permitirá ao Tecon comprar novos equipamentos que só estariam operacionais em dois anos. Daqui a três anos se faria a licitação do segundo terminal, que só estaria operativo em mais três anos, ou 2016.
Resultado: Tiago Lima, diretor da Antaq, pediu vistas da tal 'Nota'. E solução, necas.
Tudo indica que Salvador ainda vai mesmo ficar por muito tempo a ver navios (passando ao largo para outros portos).
Fonte: Jornal Atarde