obats71dz6kjyecu50pl6vjte234udo10r7gyms8b6lw9u5gphe2smd1q0t3 PRS/2.487/2017 -Concede o Título Honorífico de Cidadão Baiano ao cantor, compositor e intérprete Raimundo Fagner Cândido Lopes. | Deputado Sandro Regis

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PRS/2.487/2017 -Concede o Título Honorífico de Cidadão Baiano ao cantor, compositor e intérprete Raimundo Fagner Cândido Lopes.

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 2.487/2017

Concede o Título Honorífico de Cidadão Baiano ao cantor, compositor e intérprete Raimundo Fagner Cândido Lopes.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

RESOLVE:

Art. 1º –  Fica concedido o título de cidadão baiano a Raimundo Fagner Cândido Lopes nos termos da Resolução n° 1.271 de 05 de novembro de 1998 e do art. 127, III, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

Art. 2º –  O título será entregue em Sessão Especial da Assembleia Legislativa, convocada para este fim, em data e horário a serem estabelecidos junto à mesa diretora desta casa.

Art. 3º –  Esta resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º –  Revogam-se as disposições em contrário.

Sala das Sessões, 4 de abril de 2017

Deputado Sandro Régis

JUSTIFICATIVA
Filiação: Francisca Cândido Lopes e José Fares Lopes.
Data de nascimento: 13 de outubro de 1949
Naturalidade: Orós- CE

Além de renomado cantor e compositor Raimundo Fagner desenvolve trabalhos com objetivos sociais por meio da Fundação FR Fagner, com o objetivo de oferecer oportunidade para crianças e adolescentes, que buscam o aprendizado da arte.

A referida fundação iniciou suas atividades na cidade de Orós- CE, em parceria com a Fundação Banco do Brasil – programa AABB comunidade.

Dentre os projetos desenvolvidos, o objetivo é criar espaço de socialização para crianças e adolescentes de camadas populares, tendo como objeto central a arte e a cultura, e assim potencializar o aprendizado. Tanto isto é verdade que, em 2005, o projeto “aprendendo com arte” foi selecionado pelo programa Cultura Viva/ MinC.

Para Raimundo Fagner, os projetos culturais, especialmente os alicerçados na metodologia arte-educação, têm demonstrado o enorme poder transformador da arte dos processos de resgate social.

Em muitos anos de atuação, a fundação vem contribuindo para o desenvolvimento social e cultural daqueles agasalhados por ela e os resultados alcançados mostram bem esta realidade, graças às parcerias com inúmeras empresas, bem como o Ministério da Cultura.

A Fundação acumula prêmios e conquistas como:
1. Prêmio Cultura Viva/2005: projeto do Ministério da Cultura e Pontão de Cultura
2. Criança Esperança/2006
3. Selo de Responsabilidade do Ceará/ 2008: semifinalista
4. Selo de Responsabilidade do Ceará/ 2009: finalista
5. Prêmio Itaú-Unicef/2009: semifinalista
6. Prêmio Cultura Viva/2007
7. PEA- Programa de Escolas associadas a Unesco/2011

8. Prêmio de apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de leitura Fundação Biblioteca
Nacional/2011. Ministério da Cultura

9. Prêmio ODM Brasil/2014

A Fundação Raimundo Fagner trouxe para a Bahia, mais precisamente para a cidade de Feira de Santana, o Projeto “Canteiros Musicais” e, junto com o rei do baião, Luiz Gonzaga, gravou a música “Feira de Gado”, que retrata a cidade.

O projeto visa iniciar crianças e adolescentes, de 6 a 16 anos, ao aprendizado musical, tendo como farol o legado artístico do seu idealizador, Raimundo Fagner, que, naquele importante município da Bahia, recebeu apoio e a parceria do atual prefeito José Ronaldo de Carvalho.

Todos somos um pouco Baianos

Quando em 1.500, Cabral aportou na Bahia ele também descobriu um pouco o resto do Brasil e nos remeteu ao que somos hoje. A divisão que temos dos Estados é muito mais administrativa e política que da natureza do nosso povo.

Somos todos um pouco parecidos, independentemente de que lugar deste país nascemos, porque herdamos do sangue lusitano ao menos o lirismo.

Houve um tempo em que tínhamos Rei que, de longe, nos dividiu em capitanias e depois se reinventou em um governo geral a partir da Bahia e ai, com a chegada de Tomé de Souza, nascemos todos filhos da Bahia.

Para a Bahia não importa de onde você veio ou onde mora. O que importa é esta simbiose que se forma em torno de todos nós, baianos de nascimento e baianos de coração.

Que cada um que aqui esteja possa amarrar o laço do Sr. do Bonfim, que seja capaz de cultuar suas ladeiras, bem dizer seus Santos, ser capaz de cantar suas canções, respirar o mesmo ar que nos rodeia, e assim mesmo, por alguns instantes, você já será filho da Bahia.

Alguns foram paridos de corpo e alma aqui, outros foram paridos apenas de alma, mas ao longo do tempo se tornaram baianos e, mesmo quando longe, são tomados pela saudade.

Assim, é Raimundo Fagner, um cantador de sonhos e ilusões capaz de olhar pelo “retrovisor” a agonia da partida, capaz de unir a Bahia a todos os cantos em suas canções e ser capaz de ser baiano.

Ele é como nós, como os maiores poetas que por aqui já passaram e passam. Como os maiores cantores que embalam a Bahia, poderia ser o espelho a espelhar nossa música, nossa malemolência, nossos cantos de rua, saber sorrir o sorriso de todas as raças que nos construíram, porque sabe ser um de nós.

Fagner não trouxe verbas para construir uma ponte, ou uma estrada, trouxe o seu talento, a poesia para unir sua canção à canção e a história dos baianos, para se confundir com ela, para cantar o amor e o desamor e fazer da lua uma única lua, e quem assim age, quem assim vive, merece ser baiano, afinal de contas “Todos somos um pouco baianos”.

O encaminhamento da homenagem que se deseja prestar a Raimundo Fagner é plenamente justificável, não só pela sua brilhante carreira, mas também por sua integração com a Bahia, através de alguns expoentes culturais, bem como sua admiração pelas coisas da Bahia e a admiração dos baianos por sua pessoa e por sua arte.

Sala das Sessões, 4 de abril de 2017

Deputado Sandro Régis

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